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11 novembro, 2009

Uma chamada, uma vida;


LISBOA - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de Santa Maria - 217805000

Na ZONA de Lisboa também disponível desde outubro 2009, disponibilizado pela afaab um espaço de atendimento aos familiares e amigos dos doentes com anorexia e bulimia nervosas. Telefone 217 972 110 ou 914 929 928 (2ª feira a 5ª das 14h-17h)

COIMBRA - Consulta de Comportamento Alimentar dos Hospitais de Coimbra - 239402901

PORTO - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de São João no Porto - 225512100 e Consulta de Pedo-Psiquiatria do Hospital de Crianças Maria Pia no Porto - 226089900

BRAGA - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de S. Marcos em Braga - 253209000

AMADORA SINTRA- Consulta de Doenças do Comportamento Alimentar, Hospital Fernando da Fonseca. Tel geral do Hospital: 214348200

VISEU- Consulta de Doenças do Comportamento Alimentar, no Departamento de Psiquiatria do Hospital São Teotónio .Tel geral do Hospital: 232 420 500.

Um telefonema que pode mudar tanta coisa para melhor... O atendimento é simpático e o tempo de espera até à consulta é geralmente curto. Tenta! O que tens a perder? Podes obter muitas informações mesmo antes de te perguntarem o nome.

Obesidade é um factor de risco para complicações da gripe H1N1

O Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relatou uma possível ligação entre obesidade e a gravidade dos casos da chamada gripe A (H1N1).
A prevalência da doença está a ser maior entre pessoas jovens. Quando esses pacientes gozam de boa nutrição e saúde, a doença costuma evoluir de forma benigna, com a evolução clínica bastante semelhante à gripe comum.

Pessoas com doenças cardíacas, diabetes e deficiências imunológicas são apontadas com passíveis de apresentar um risco para complicações clínicas mais elevadas do que a população em geral. Mulheres grávidas também fazem parte desse grupo de risco.

Recentemente, o CDC fez uma pesquisa entre os pacientes hospitalizados com gripe A na Califórnia e concluiu que a obesidade também estava entre os factores de risco importantes, que elevam os riscos de pessoas com essa gripe apresentarem complicações médicas mais graves.

A epidemiologista do CDC responsável pelo estudo, Anne Shuchat, declarou ao jornal Washington Post, que ficou surpresa com a quantidade de pacientes obesos entre o número dos casos considerados graves.

Como consequência desse resultado, o CDC está a considerar a ideia de que pessoas obesas deveriam ser acrescentadas aos grupos de risco que teriam prioridade para receber a imunização contra o vírus H1N1, caso essa vacina venha a estar disponível nos Estados Unidos.

Dicas para a sua alimentação - Emagreça saudavelmente


Todos nós já ouvimos falar de inúmeras dietas milagrosas, mas que raramente funcionam.
A obsessão por um corpo perfeito conduz a erros que podem trazer resultados graves.
Será que é possível emagrecer com saúde?

Emagrecer é perder peso?
Muitas pessoas ainda confundem emagrecer com perder peso.
Antes de abordar esta diferença é necessário definir dois conceitos de extrema importância, quando falamos em emagrecer:

Composição corporal – O peso do nosso corpo (peso bruto) é constituído em termos gerais pelo peso da massa gorda e magra (músculos, ossos, etc.).

Percentagem de massa gorda – É a percentagem do peso total que corresponde a gordura.

Índice de massa corporal (IMC) – Parâmetro obtido dividindo o peso sobre a altura ao quadrado. Ex: 68Kg/1702 (homem com 1,70m e 68kg).

Esclarecidos estes conceitos, é mais fácil agora perceber a diferença entre emagrecer e perder peso. Emagrecer significa perder gordura (massa gorda), enquanto perder peso significa diminuir o peso bruto, não só através da redução da percentagem de massa gorda, mas principalmente à custa da degradação dos nossos ossos, órgãos, músculos e pele. É isto que acontece quando se faz uma dieta muito restritiva e sem acompanhamento médico, o que infelizmente acontece com frequência, originando inúmeros problemas.

Perigo das dietas muito restritas:
- Perda de peso irreal sob a forma de água;
- Maior possibilidade de engordar posteriormente, com menos quantidade de comida e com ganhos de peso superiores;
- Maior dificuldade em emagrecer;
- Perturbações psíquicas/comportamentais (aumento da irritabilidade, menor capacidade intelectual);
- Diminuição da massa, resistência e força muscular;
- Degradação da estrutura óssea, que pode levar à osteoporose precoce;
- Susceptibilidade aumentada a infecções e anemias;
- Amenorreia;
- Problemas renais;
- Envelhecimento precoce por desestruturação do tecido cutâneo.

Finalmente, emagrecer!

Siga estas regras básicas:
- Não perder mais de 2kg a 2,5kg por mês;
- Comer pelo menos 6 vezes ao dia e em pequenas quantidades;
– Não saltar refeições;
- Faça exercício físico regularmente;
– Beber 2 a 3 litros de água por dia;
- A composição do total calórico diário deve ser de 35% proteínas, 40% hidratos de carbono (complexos) e 25% de gorduras (mono e poli-insaturadas);
- O pequeno-almoço deve constituir 25% do aporte calórico total, o almoço 35%, jantar 25%, sendo os restantes 15% distribuídos pelo meio da manhã, lanche e ceia.

Cuidados alimentares:
A evitar:
- Pão branco, arroz, massa e batatas;
- Refrigerantes, bebidas alcoólicas;
- Bolos, doces, chocolates, bolachas;
- Carnes gordas;
- Manteigas, natas, queijo e leite gordo;
- Fritos, enchidos;
- Molhos gordurosos;
- Salgados, folhados, fast-food.

Aconselhado:
- Pão integral ou misto;
- Cereais integrais, legumes;
- Sumos naturais, água;
- Frutos frescos, compotas acalóricas;
- Carnes brancas, peixe;
- Leite, iogurtes e queijos magros;
- Grelhados, cozidos, assados;
- Limão, azeite, alho, e ervas aromáticas;
- Sandes de fiambre magro, peru, frango;
- Sopa, saladas, omeletas;

Vantagens da suplementação:
Qualquer processo metabólico para ocorrer, necessita de energia proveniente dos alimentos em forma de calorias (unidade de medida de calor) à qual está associada uma libertação de calor (termogénese). Por outro lado, qualquer actividade exterior que exija um gasto energético. vai aumentar o metabolismo e a termogénese, pois requer mais energia fornecida pelas calorias para realizar essa actividade. Quanto mais exigente for a actividade, maior é o aumento do metabolismo do gasto energético, dispêndio calórico e consequentemente, da termogénese.

O Chá verde (padronizado em cafeína) o Citrimax (rico em ácido hidroxicítrico), e a Griffonia (rica em 5- HTP), são alguns dos compostos termogénicos, a grande vantagem destes suplementos, é que, por si só, aumentam o metabolismo, e a termogénese, sem necessidade de recorrer à actividade física (embora a prática desta e uma dieta hipocalórica potenciem a acção dos suplementos), permitindo um maior consumo de calorias, principalmente provenientes da gordura. Por outro lado, ajudam a "queimar" as gorduras já existentes e inibem o apetite, nomeadamente por doces e gorduras.

08 novembro, 2009

Que conclusão podemos tirar da prática de actividade física?

Quando as pessoas se tornam mais activas, reduzem o seu risco de morte prematura por doença coronária, alguns cancros e diabetes; conseguem controlar melhor o seu peso; aumentam a sua tolerância ao trabalho, e melhoram a sua tonicidade múscular e a sua estrutura óssea. Também podem melhorar o seu bem-estar psicológico e a sua qualidade de vida. Se a actividade física permite aumentar a longevidade, também há evidência de que melhora a qualidade de vida. A sedentariedade atingiu níveis epidémicos na Europa. Existe forte evidência de que um estilo de vida sedentário está relacionado com o aumento de doenças físicas e mentais, e tal facto é actualmente aceite pelas grandes autoridades mundiais. Actualmente, a situação parece estar a piorar em vez de melhorar. Os custos em termos de sofrimento humano, perdas de produtividade e aumento dos cuidados de saúde são elevados. À primeira vista, a solução parece ser simples: as pessoas precisam mexer-se mais e mais frequentemente. Infelizmente, é pouco provável que a maioria da população, particularmente aquela que mais beneficiaria com o exercício (como as pessoas de meia-idade e os idosos) se tornem mais activas sem grandes campanhas de promoção da actividade física.

A promoção da actividade física requer o esforço combinado de várias instituições para ajudar as pessoas a reduzir o seu tempo de inactividade e aumentar a sua actividade física, e para mudar o ambiente de modo a encorajar as pessoas a serem mais activas. Os responsáveis nacionais, regionais e locais devem trabalhar com os responsáveis das redes de transporte, da construção civil, das escolas, das empresas e das autoridades de saúde para promover mais actividades como caminhar, andar de bicicleta, actividades físicas desportivas e de lazer. Ao mesmo tempo, é da responsabilidade das pessoas olhar para trás e reavaliar as suas prioridades de modo a adoptar um estilo de vida que inclua mais actividade física diária.

De quanta actividade física necessitamos?



Durante muitos anos, os promotores da saúde e do exercício utilizaram recomendações para a melhoria da aptidão cardiovascular que incluíam exercícios bastante intensos, mobilizando grandes massas musculares, de modo contínuo durante um mínimo de 20 minutos a grande intensidade (equivalente a 60-80% da frequência cardíaca máxima). Infelizmente, este nível de exercício provou ser muito difícil de atingir para a maioria das pessoas, o que levou muitas delas a continuar sedentárias.As mais recentes recomendações dos E.U.A. e do Reino Unido são para a prática regular de actividade física de intensidade moderada. Este tipo de actividade física, equivalente à marcha rápida, é supostamente realizável por uma muito maior percentagem da população, pois pode ser facilmente incorporado nas actividades diárias, além de ser fisicamente menos exigente. Um passeio diário de 20 minutos em marcha rápida conduz a uma perda de peso de 5 kg por ano e a uma melhoria da aptidão cardiovascular, além de proporcionar outros benefícios para a saúde física e mental na grande maioria das pessoas. As recomendações actuais salientam a importância da marcha rápida durante 30 minutos, na maioria ou em todos os dias da semana. Para além disto, existem provas cientificas de que a mesma quantidade de exercício, efectuada em dois ou três curtos períodos de tempo, pode ser quase tão eficaz e também mais fácil de realizar no dia-a-dia. Actividade física variada no tipo e na intensidade melhora vários componentes da saúde e da aptidão física. Por exemplo, um passeio à hora do almoço, embora não seja suficientemente intenso para melhorar a aptidão cardiovascular, pode ser um bom intervalo no trabalho, melhorar o humor e reduzir o stress, contribuindo também para um melhor controlo do peso. Para as pessoas que não gostam ou não podem praticar exercício formal, evitar ou reduzir o tempo dispendido em tarefas sedentárias como ver televisão pode ser igualmente útil. O simples facto de ficar de pé durante uma hora em vez de estar sentado a ver televisão, se praticado todos os dias, poderá conduzir à perda de 1 a 2 kg de gordura por ano. De modo a que todas as partes do corpo possam tirar maior benefício, são necessários vários tipos de exercícios de fortalecimento e de alongamento. Isto é particularmente importante para as pessoas mais idosas. A recomendação da prática de exercício de intensidade moderada não exclui os benefícios extra obtidos por actividades mais intensas, nomeadamente no que toca a melhoria da saúde cardiovascular e do metabolismo da glicose. No entanto, a maioria das pessoas precisará de vários meses de prática até conseguir atingir esses níveis de intensidade.


Recomendações

As actividades devem:
- Envolver os grandes grupos musculares;
- Impor uma carga superior à habitual;
- Necessitar um dispêndio energético total de 700 kcalorias por semana no mínimo;
- Ser praticadas regularmente e se possível todos os dias;
- Na prática, um exercício regular como a marcha rápida durante 20 a 30 minutos por dia permite atingir este objectivo na grande maioria dos adultos;

Para maiores benefícios para a saúde, as actividades devem:
- Incluir alguns períodos de actividade física vigorosa;
- Incluir actividades físicas variadas (marcha, natação, …);
- Exercitar a grande maioria dos músculos, incluindo os do tronco e dos membros superiores;
- Levar a um dispêncio calórico de 2000 kcalorias por semana;
- Ser praticadas durante toda a vida;

Quais são os benefícios da actividade física?



Os benefícios de se ser fisicamente activo são numerosos e variam de uma redução do risco de certas doenças e condições até à melhoria da saúde mental.

Doença coronária e acidente vascular cerebral
A doença coronária é a principal causa de morte na Europa. A manutenção de um estilo de vida activo e pelo menos um bom nível de aptidão física pode diminuir para metade a probabilidade de morrer de ou desenvolver doença coronária. Os efeitos do exercício no coração podem ser observados até para níveis moderados actividade física; os maiores benefícios são obtidos quando os indivíduos sedentários se tornam moderadamente activos.
Andar regularmente, fazer ciclismo ou praticar quatro horas de actividade recreativa por semana estão associados a uma redução do risco de doença coronária. Também foi demonstrado que a actividade física permite uma melhor recuperação após doença coronária: os programas de reabilitação cardíaca baseados em exercício permitem uma redução significativa do número de mortes. Os efeitos da actividade física nos acidentes vasculares cerebrais são menos claros, pois os resultados dos estudos clínicos são pouco consistentes.


Obesidade e excesso de peso
A manutenção do peso corresponde a um entre o aporte calórico e o dispêndio energético. Quando o aporte calórico é mais elevado do que o dispêndio energético, ao fim de um certo tempo desenvolve-se o excesso de peso e a obesidade. Crê-se que a obesidade é o resultado directo das mudanças do nosso ambiente, nomeadamente o aumento da mecanização e automação, dos transportes motorizados, o aumento dos jogos informáticos e do vídeo, e o acesso facilitado a alimentos ricos em calorias e de baixo custo. Nos países europeus, a incidência da obesidade triplicou nos últimos 20 anos: actualmente, cerca de 10-20% dos homens e 10-25% das mulheres são obesos (índice de massa corporal>30). Cada vez mais há provas de que a redução dos níveis de actividade física é um dos principais responsáveis por esta tendência. Parece que a quantidade de actividade física e o correspondente dispêndio energético poderá até ser mais importante do que a ingestão calórica para o desenvolvimento (ou não) da obesidade. Vários estudos mostraram os benefícios de um estilo de vida activo para a prevenção da obesidade. A actividade física seria particularmente importante para prevenir o aumento de peso relacionado com o aumento da gordura que se observa na maioria das pessoas de meia-idade.Nas pessoas que já têm excesso de peso ou obesidade, o exercício físico associado a uma alimentação baixa em calorias facilita a perda de peso e melhora a composição corporal, preservando os músculos e aumentando a perda de massa gorda. A actividade física também é eficaz na redução da gordura abdominal (gordura acumulada ao redor do estômago), que se encontra associada a um aumento do risco de diabetes e de doença coronária. Além disso, as pessoas que continuarem a praticar exercício físico têm uma maior probabilidade de manter a perda de peso a longo termo.Talvez o maior benefício da actividade física nos indivíduos obesos seja o seu efeito no perfil de risco de saúde. Assim, demonstrou-se que as pessoas obesas que se conseguem manter activas podem reduzir o seu risco de doença coronária ou de diabetes para níveis comparáveis aos das pessoas normoponderais (não obesas). Estes resultados sugerem que uma pessoa gorda pode manter-se de boa saúde desde que mantenha uma boa aptidão física.


Diabetes de tipo 2
A incidência da diabetes de tipo 2 tem aumentado rapidamente nos últimos anos. Este aumento é frequentemente atribuído ao aumento da obesidade, mas há fortes evidências de que a sedentariedade também pode ser um factor de risco. Vários estudos indicam que os indivíduos mais activos têm um risco de diabetes 30 a 50% mais baixo do que os indivíduos sedentários. Foi demonstrado que o exercício físico pode retardar ou até prevenir a passagem de um estado de intolerância à glicose para a diabetes clínica, e também foi mostrado que o exercício físico trazia benefícios para os diabéticos. Um pequeno número de estudos bem delineados mostrou que a prática de exercício, tal como caminhar ou andar de bicicleta durante 30 a 40 minutos três vezes por semana, pode melhorar moderadamente mas significativamente o controlo dos níveis da glicemia (açúcar no sangue) nos diabéticos.


Cancro
Ser fisicamente activo parece reduzir o risco de certos cancros, sendo a actividade física moderada ou vigorosa que oferece a maior protecção. Por exemplo, ser fisicamente activo reduz o risco de cancro do cólon ou do recto em cerca de 40 a 50%. A actividade física também poderá ter um efeito benéfico noutros tipos de cancro, mas ainda não existem provas suficientes.


Doenças musculo-esqueléticas
Certas patologias musculo-esqueléticas (tais como a osteoartrite, as lombalgias e a osteoporose), podem tirar benefícios da prática regular de exercício. O treino fortalece os músculos, faz com que os tendões e os ligamentos sejam mais espessos, e os ossos mais fortes e mais densos. Por exemplo, foi demonstrado que os programas de actividade física concebidos para melhorar a força muscular permitem às pessoas idosas manter um melhor equilíbrio, reduzindo assim o risco de quedas.O exercício também pode ser eficaz na prevenção das lombalgias e pode reduzir a recorrência deste tipo de patologia. No entanto, ainda não se sabe qual o tipo de exercício mais adequado. Ainda não foi demonstrado que a actividade física previna a osteoartrite, mas vários programas de marcha permitiram reduzir a dor, as contraturas e a invalidez, e aumentar a força muscular, a mobilidade articular e a qualidade de vida subjectiva nos pacientes.
O treino (envolvendo suporte do próprio peso em actividade física vigorosa) aumenta a densidade mineral e a espessura óssea nos adolescentes, ajuda a manutenção destas características nos adultos e reduz a sua redução nas idades mais avançadas. Isto pode ajudar a prevenir ou retardar o início da osteoporose, mas não pode inverter a osteoporose já estabelecida, podendo no entanto atenuar a taxa de redução da massa óssea.


Saúde mental
Alguns estudos bem concebidos mostraram que a actividade física pode reduzir a depressão clínica e pode ser tão eficaz quanto os tratamentos tradicionais, tais como a psicoterapia. A prática regular de actividade física durante vários anos também pode reduzir o risco de depressão recorrente.Foi também mostrado que a prática de actividade física melhora o estado psicológico nas pessoas que não sofrem de desordens mentais. Centenas de estudos demonstraram melhorias no bem-estar subjectivo, no humor e nas emoções, assim como na imagem corporal, auto-valorização e auto-estima.Para além disso, tanto os episódios pontuais de actividade física como os regulares reduzem a ansiedade e melhoram as reacções ao stress e a qualidade e duração do sono. Também foi demonstrado que o exercício físico pode melhorar vários aspectos do funcionamento mental tais como o planeamento de actividades, a memória a curto prazo e as tomadas de decisão.
A actividade física parece ser particularmente benéfica para as pessoas idosas, reduzindo o risco de demência e de doença de Alzheimer.

Actividade Física



Na batalha para o controlo do peso e o bem-estar, deu-se muita importância ao tipo e à quantidade da comida e das bebidas que consumimos. Muito menos importância foi dada à quantidade de energia que gastamos com a nossa actividade física. No entanto, estes dois factores encontram-se intimamente ligados. Ao contrário dos nossos antepassados, nós não precisamos de gastar muita energia para encontrar a nossa comida. Os avanços tecnológicos tais como o transporte motorizado, a automatização e o equipamento que permite reduzir o esforço, fazem com que a maioria das pessoas tenha menos oportunidades para gastar energia. Assim, considera-se que, nos países industrializados, cerca de 70% das pessoas não sejam suficientemente activas para poder manter um peso adequado ou gozar de boa saúde.

- O que se entende por “actividade física”?

Actividade física, exercício, aptidão física - todos estes termos são habitualmente utilizados para caracterizar uma pessoa fisicamente activa. No entanto, do ponto de vista científico, (são conceitos diferentes) estes termos correspondem a entidades ligeiramente diferentes. As definições dos termos mais frequentemente utilizados encontram-se a seguir:

DEFINIÇÃO DOS TERMOS RELACIONADOS COM A ACTIVIDADE FÍSICA

Actividade física - Todo o movimento corporal de que resulte dispêndio energético. Inclui actividades de vida diária como a lide da casa, ida às compras, trabalho.
Exercício - Actividade física voluntária, planeada e estruturada, para melhorar a condição física e a saúde.
Desporto - Actividade física envolvendo competição regulamentada. Em muitos países europeus, o termo “desporto” inclui tanto o exercício como a prática de actividade física de lazer.
Condição física - Conjunto de parâmetros como a resistência, a elasticidade e a força, que caracterização a aptidão individual para praticar actividade física.


A actividade física define-se como todo o movimento de que resulte dispêndio energético. Os principais factores que contribuem para a actividade física são as actividades diárias que envolvem movimentos do corpo, tais como caminhar, andar de bicicleta, subir as escadas, fazer as tarefas de casa, ir às compras; por outras palavras, as actividades de vida diária. Por outro lado, o exercício pode ser definido como uma actividade física voluntária, planeada e estruturada, para (pelo menos em parte) melhorar a nossa condição física e a nossa saúde. O exercício pode incluir actividades tais como a marcha rápida, o ciclismo, a ginástica aeróbica ou outros passatempos activos tais como jardinar ou desportos de competição.A aptidão física é em grande parte o resultado dos nossos níveis de actividade física; no entanto, certos factores genéticos também podem intervir. Assim, alguns indivíduos possuem uma capacidade física natural que lhes permite um melhor desempenho em certas actividades. Isto nota-se mais nos desportos de competição tais como a corrida de fundo ou o halterofilismo, onde os melhores atletas têm um corpo geneticamente superior e que pode ser melhorado por um treino intensivo. No entanto, o ponto mais importante é o facto de que provas científicas actuais mostram que a prática regular de actividade física quaisquer que sejam as características genéticas do indivíduo se encontra relacionada com uma boa saúde. Isto significa que todas as pessoas, sejam elas naturalmente favorecidas ou não, podem beneficiar com um aumento da actividade física!